Engraçado como as mudanças ainda me causam borboletas na barriga. Logo eu, que sempre busquei o movimento, que carreguei comigo a crença de que a estagnação era um perigo, um sinal de que algo em mim havia parado no tempo. Durante tanto tempo me cobrei para nunca me acomodar, para estar sempre um passo à frente, sempre em busca do novo.
As mudanças da vida são inevitáveis, mas, às vezes, confesso, me sinto cansada. Talvez uma noite de sono resolva. Ou talvez eu precise aprender a aceitar que mudar sempre não significa, necessariamente, abrir mão de tudo. Que talvez o segredo esteja em equilibrar o desapego com o que vale a pena segurar.
Mas, em um mundo onde tudo se move tão rápido e o oportunismo está sempre à espreita, será que abrir mão de algo bom deveria ser uma regra inevitável, ou algo a ser resistido? Ah, mudanças… respira fundo, recalcula a rota e me leva para onde eu realmente preciso estar.







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