Entre ser e estar, ter e não ter… tudo parecia distante. Eu olhava para trás e via os caminhos que trilhei, os sonhos que construí e aqueles que, por um instante, pareceram escorrer pelas minhas mãos como areia fina, impossível de segurar. A frustração tomou conta quando percebi que nada do que eu fizesse poderia trazer de volta aquilo que eu tanto quis. Alguns sonhos simplesmente parecem se perder no tempo, como se nunca tivessem pertencido a nós de verdade.

E então, quando menos esperava, o destino, caprichoso como sempre, me mostrou que certas coisas nunca se perdem — apenas aguardam o momento certo para florescer. O que um dia parecia distante ressurgiu como um chamado, como se sempre soubesse onde eu deveria estar. A joalheria, que um dia foi desejo, voltou a entrelaçar minhas mãos, não mais como um sonho perdido, mas como uma certeza que sempre esteve ali, esperando por mim.
É difícil para mim aceitar quando algo não acontece, porque sei que sou movida pela dedicação até conseguir. Mas talvez, entre sonhos, frustrações, tristezas e incertezas, a maior lição seja essa: entender que o tempo tem sua própria maneira de alinhar os desejos do coração com os caminhos da vida. E agora, depois de tanto questionar, tanto tentar e tanto sentir, o destino me presenteou com aquilo que sempre quis.
A joalheria voltou para mim. O que eu realmente queria ter. No lugar onde eu precisava estar.







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