Parei.

Parei.

Hoje eu precisei parar.
Sentar. Respirar.
E colocar pra fora o que anda pesado aqui dentro.

Voltei de um casamento — daqueles que nos lembram que a vida segue, floresce, recomeça. E, por contraste, me dei conta de que aqui dentro… algumas coisas estão murchando.

É curioso como o sair é tão confortável. Lá fora eu me sinto viva. Mas voltar… voltar me coloca de frente com as perguntas que eu adiei demais.

Amizades que já não abraçam como antes.
Trabalhos que cobram mais do que alimentam.
Pessoas que nos veem como peças de um jogo fácil de trocar.
E eu me pergunto: quanto valor eu tenho pra mim?
Será que tenho me dado o suficiente pra não precisar mendigar isso dos outros?

A sensação de ser substituível é uma ferida fina e insistente.
É como ouvir, dia após dia, um silêncio que diz: não fez falta.
Mas talvez… talvez as portas já tenham se fechado há tempos, e eu segui fingindo que o vento que batia era só uma nova chance.

Não é.
Talvez seja mesmo hora da cena acabar.
De aceitar que o aplauso não vem, porque o público já foi embora.
As luzes… estão apagando devagar.
E tudo em mim pede descanso.
As cortinas se fecham, não como fim — mas como um ato de amor próprio.

É tempo de deixar morrer o que já não respira.
E com isso, talvez, renascer também.

Deixe um comentário

Sou a Iza.

Uma apaixonada por moda com uma alma de escritora. Descobri uma profunda conexão entre a expressão de nossos sentimentos e sonhos mais profundos. Cada postagem é uma parte de mim, uma peça do quebra-cabeça que é a minha jornada. Espero que você se junte a mim nessa aventura de autoexpressão e descoberta.

Let’s connect